História

Tudo o que precisas de saber acerca da história da Red Bull Air Race World Championship

Doze anos desde que foi oficialmente lançada, a Red Bull Air Race World Championship tornou-se mundialmente conhecida como a competição de desportos motorizados mais rápida e emocionante do planeta. Desenvolvida pelo departamento criativo da Red Bull, a ideia inicial era apresentar o mais avançado desafio aéreo do mundo; o que se alcançou largamente as expetativas originais.

A Red Bull Air Race World Championship rapidamente se tornou num espetáculo visual único. A combinação de alta velocidade, baixa altitude e elevada capacidade de manobra fazem com que este desporto seja apenas acessível aos mais excecionais pilotos do planeta.

O próprio layout dos traçados é o resultado de muita pesquisa e inovação. As enormes colunas insufláveis que formam os pórticos começaram a ser desenvolvidas em 2002, tendo desde então evoluído ano após ano. Estas estruturas estão feitas para ser robustas e seguras. No caso de serem atingidas por um avião podem ser reparadas numa questão de minutos.

CRONOLOGIA

2003
Desenvolvida em 2002 pelo departamento de eventos da Red Bull, a Red Bull Air Race nasceu em 2003 como um Circuito Mundial. O seu impacto rapidamente cativou a atenção de pilotos de todo o Mundo. O húngaro Peter Besenyei foi uma figura central no desenvolvimento deste desporto e acabou por vencer a primeira corrida.

2004
A Red Bull Air Race World Series regressou em 2004, desta vez com um lote de 11 pilotos. Depois de uma época intensa com três etapas nos Estados Unidos da América, Reino Unido e Hungria, o norte-americano Kirby Chambliss levou o título, seguido por Peter Besenyi. O britânico Steve Jones terminou empatado com o alemão Klaus Schrodt no terceiro lugar.

2005
Um total de dez pilotos competiram em sete etapas à volta do Mundo, com passagem pelo Reino Unido, Estados Unidos da América e Europa. O norte-americano Mike Mangold, um antigo piloto de jatos da Força Aérea dos EUA, foi a figura dominante da época, vencendo cinco das sete corridas. Mangold somou 36 pontos, enquanto Peter Besenyei ficou em segundo com 32 e o norte-americano Kirby Chambliss foi terceiro com 21.

2006
Neste ano aconteceram oito corridas, com 11 pilotos. Foi um dos melhores anos de Chambliss, que venceu quatro das oito corridas. Acabou por vencer o Campeonato do Mundo, com 38 pontos. Besenyei foi segundo (35) e Mangold terceiro (30).

2007
A Red Bull Air Race World Championship cresceu para dez corridas, com 13 pilotos. Foi neste ano que se disputou a primeira corrida de sempre na América do Sul, mais concretamente no Brasil. Os estreantes Hannes Arch (Áustria) e Sergey Rakhmanin (Rússia) juntaram-se ao pelotão. A luta pelo título foi intensa, com o britânico Paul Bonhomme e o norte-americano Mike Mangold a terminarem o ano empatados. No entanto, a aplicação dos regulamentos (tie-break) acabou por dar o segundo título a Mike Mangold. Besenyei foi terceiro com 31 pontos.

2008
Realizaram-se oito corridas, com a participação de 12 pilotos. O austríaco Hannes Arch, apenas na sua segunda época, foi o primeiro europeu a vencer o título. Bonhomme vingou durante a primeira metade da época a sua derrota no ano anterior, com três vitórias, mas acabou por não conseguir manter o nível até ao fim. Arch venceu apenas duas corridas – em Budapeste e no Porto – mas a sua regularidade, com sete pódios em oito corridas, acabou por jogar a seu favor. Chambliss foi terceiro, com 46 pontos.

2009
A Red Bull Air Race World Championship recebeu quatro novos pilotos, passando para um total de 15, incluindo o primeiro asiático, o primeiro canadiano e o primeiro australiano – Yoshi Muroya, Pete McLeod e Matt Hall, respetivamente. O alemão Matthias Dolderer também fez a sua estreia neste ano. Os dois principais protagonistas voltaram a ser Arch e Bonhomme, mas no fim, a balança pendeu a favor do britânico, que conquistou o seu primeiro título. Esta foi considerada a época mais competitiva de sempre, com oito dos 15 pilotos a chegarem ao pódio pelo menos uma vez e 11 pilotos a conseguirem pelo menos uma classificação no top cinco.

2010
Bonhomme igualou o recorde de Mike Mangold com mais um título, depois de terminar todas as seis corridas entre os três primeiros, duas das quais a vencer. Arch esteve próximo e ganhou quatro das seis corridas. No entanto, o desastroso 11º lugar em Abu Dhabi impediu-o de ir mais longe. Outro piloto britânico foi terceiro, Nigel Lamb, depois de ter conquistado três segundos lugares e três quartos postos.

2014
Depois de um interregno de três anos, a Red Bull Air Race World Championship voltou melhor do que nunca. Este regresso representou uma nova era para a competição, com a introdução de motores e hélices iguais para todas as equipas, bem como melhorias nas regras e regulamentos. O foco nas capacidades dos pilotos passou a estar ainda mais em evidência. Isto permitiu a um conjunto de pilotos conquistarem os seus primeiros pódios na Red Bull Air Race. Foi este o caso de Pete McLeod, Yoshihide Muroya e Martin Sonka.

Quando a época de 2014 arrancou, foi quase como partir do ponto em que se tinha ficado em 2010, com o bicampeão do Mundo, Paul Bonhomme, e o campeão do Mundo de 2008, Hannes Arch, uma vez mais envolvidos na luta pelo título. No entanto, as coisas mudaram na terceira corrida, em Putrajaya, na Malásia. Bonhomme não foi além do quinto lugar e Arch foi incapaz de travar Nigel Lamb, que conquistou a sua primeira vitória. A partir daquele momento, Lamb esteve sempre presente no pódio e apesar da luta intensa pelo título continuar a envolver Bonhomme e Arch, o desfecho final acabou por lhe ser favorável. Tivemos assim um novo campeão da Red Bull Air Race!

Outra novidade da época de 2014 foi a introdução da Challenger Cup. Onze pilotos arrancaram e depois seis destes conseguiram um lugar na finalíssima. Petr Kopfstein foi coroado o primeiro campeão da Challenger Cup. Entretanto, dois pilotos desta categoria foram "promovidos" para a Master Class: François Le Vot e Juan Velarde.

2015
Nesta época verificou-se uma intensa batalha pelo título mundial, opondo o britânico Paul Bonhomme ao australiano Matt Hall. Bonhomme começou da melhor forma ao alcançar em Abu Dhabi a 16ª vitória da sua carreira. Foi também neste ano que se deu a estreia no Japão, perante uma audiência de mais de 120 mil espectadores. Além da disputa Bonhomme/Arch – que acabou favorável ao britânico –, destaque para o regresso de Kirby Chambliss ao pódio (o que não acontecia desde 2010).

Depois da despedida em Las Vegas, surgiram algumas novidades de peso, com duas lendas do desporto aéreo a anunciarem a sua retirada: Peter Besenyei e Paul Bonhomme. O primeiro foi essencial no desenvolvimento deste desporto e saiu em grande, depois de dez épocas, oito corridas ganhas e um título mundial. Já Bonhomme entrou para a história como o piloto mais bem sucedido de todos os tempos.

À Challenger Cup chegaram dois novos pilotos: Florian Berger e Francis Barros, que testaram os seus limites contra Mikael Brageot, Peter Kopfstein, Daniel Ryfa, Cristian Bolton e Peter Podlunsek. O título acabou por sorrir a Brageot, enquanto o checo Petr Kopfstein e o esloveno Peter Podlunsek foram promovidos para a Master Class de 2016.

2016
Este foi um ano histórico. Matthias Dolderer foi o primeiro alemão a conquistar o título mundial e o único de sempre a consegui-lo antes da última corrida.

O domínio alemão foi este ano reforçado com o título de Florian Bergér na Challenger Cup.

O icónico circuito de Indianápolis recebeu pela primeira vez uma etapa da Red Bull Air Race, o momento escolhido pelo antigo campeão do Mundo Nigel Lamb para anunciar a sua retirada, depois de 64 corridas no ativo.

2017

A época de 2017 foi uma das mais disputadas de sempre. Martin Sonka começou com uma promissora vitória na abertura em Abu Dhabi, mas acabaria por não conseguir manter a liderança até ao fim da temporada.

Yoshihide Muroya ripostou com duas vitórias consecutivas em San Diego e Chiba, onde correu em casa. Nove anos depois da sua última vitória, Kirby Chambliss renasceu das cinzas para disputar o título mundial, vencendo as duas corridas seguintes em Budapeste e Kazan (a primeira corrida de sempre da Red Bull Air Race disputada na Rússia).
Sonka venceu no Porto a sexta corrida, enquanto Muroya dominou em Laustizring, na Alemanha. Isto implicou o adiamento de todas as decisões para a última corrida do ano. A finalíssima decorreu em Indianápolis e começou logo com um confronto entre Sonka e Muroya, na Ronda de 14. Muroya venceu e Sonka derrubou um pórtico insuflável, dando a ideia que tinha deitado tudo a perder. No entanto, as condições climatéricas muito exigentes levaram muitos pilotos a errar e Sonka avançou para a Ronda de 8 como o mais rápido entre os piores. Os dois pilotos voltaram a encontrar-se na Final 4, com Muroya a chegar ao título depois de estabelecer o recorde do traçado. Mais ninguém chegou próximo.

A época terminou assim com Muroya a conquistar o seu primeiro título mundial, com Sonka em segundo (menos quatro pontos) e Pete McLeod em terceiro.