Traçado

Sabe mais sobre os traçados de corrida da Red Bull Air Race

O design do traçado de Abu Dhabi, 2014.

Pensados especificamente para a competição, os traçados de corridas da Red Bull Air Race são únicos. Este desporto pratica-se a alta velocidade e baixa altitude e pode acontecer sobre a água, como é o caso do rio Douro, ou sobre terra, como acontece no circuito EuroSpeedway de Lausitz. Nas várias etapas, a mais emocionante competição aérea da atualidade, leva-nos sempre aos mais incríveis cenários do planeta.

Uma vez que muitas das etapas do Campeonato do Mundo são classificadas como exóticas, os pilotos têm muitas vezes de lutar contra os elementos, com temperaturas elevadas, ventos instáveis e tempestades no horizonte. Por isso, não há duas etapas da Red Bull Air Race iguais.


Em média, os traçados medem aproximadamente seis quilómetros de comprimento e são delimitados por pórticos insufláveis. As colunas insufláveis, que compõem os pórticos, foram pela primeira desenvolvidas em 2002. Desde então têm evoluído ano após ano até apresentarem o sofisticado design que têm hoje.


Quando o traçado é desenhado, consiste quase sempre num pórtico insuflável de Partida/Chegada, três a quatro pórticos que os pilotos têm de ultrapassar a direito, perfeitamente nivelados, e uma chicane que é composta por três colunas insufláveis únicas que os pilotos têm de alternar. No fim do traçado existe normalmente uma manobra de inversão vertical incluída. Isto é, quando os pilotos têm de passar pelo pórtico insuflável e depois virar o mais rápido e eficientemente possível, sem exceder o limite de 10G no seu avião, antes de chegar ao próximo ponto. Em média deverão existir cinco pórticos insufláveis onde os pilotos devem passar nivelados (e aqui até dois destes podem ser para manobras de inversão vertical) e uma chicane composta por três colunas.


Os pórticos insufláveis desempenham um papel essencial na Red Bull Air Race, mas devem ao mesmo tempo cumprir exigência complexas e contraditórias. Devem ser suficientemente sensíveis para rebentar no preciso momento em que são tocadas por um avião e, ao mesmo tempo, ter capacidade de se manterem de pé em todas as condições climatéricas, incluindo tempestades e ventos fortes.


As primeiras colunas cilíndricas insufláveis cumpriam o primeiro critério, mas eram demasiado instáveis ao vento. Até à data já se registaram mais de 30 evoluções que garantem que se desintegram ainda mais rapidamente. A grande mudança aconteceu em 2009, quando foram instalados na sua base potentes ventiladores elétricos a gasolina, garantindo um fluxo perfeito de ar e a pressão ideais. Isto significava que finalmente as colunas insufláveis podiam manter-se em pé mesmo com ventos fortes.


Desde 2004 que as colunas insufláveis tinham um formato cónico e uma altura aproximada de 20 metros. Dez anos depois, a altura foi aumentada para os 25 metros e a forma foi revista para uma secção interna reta, criando com os pórticos insufláveis uma janela retangular perfeita.